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O CDTN

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) é uma das Unidades de Pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Localizado no campus universitário da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, bairro Pampulha, em Belo Horizonte, o CDTN atua na pesquisa e desenvolvimento, ensino (pós-graduação) e prestação de serviços na área nuclear e em áreas correlatas.

As principais atividades do Centro hoje envolvem as áreas de tecnologia nuclear, minerais e materiais, saúde e meio ambiente. Nas aplicações das radiações e técnicas nucleares destacam-se o tratamento de rejeitos radioativos, monitoração e remediação ambiental, metrologia das radiações, desenvolvimento e produção de radiofármacos, otimização de processos de extração e purificação mineral, nanotecnologia, integridade estrutural e gerenciamento do envelhecimento de componentes mecânicos de instalações de grande porte. Há forte cooperação com os setores de energia, saúde, indústria do petróleo e meio ambiente.

No nível regional, o CDTN tem destacada atuação no desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços especializados para os setores mineral e metalúrgico, além da prestação de serviços radiológicos e da produção de radiofármacos para aplicações em tomografia por emissão de pósitrons (PET).

Considerada uma instituição de pesquisa de grande porte e ocupando uma área de 240.000 m2, sendo 42.000 m2 de área construída, o CDTN possui o reator nuclear de pesquisa TRIGA, a Unidade de Pesquisa e Produção de Radiofármacos e o Laboratório de Irradiação Gama, Instalações Piloto para Processamento de Bens Minerais, além de um excelente parque laboratorial com cerca de 50 laboratórios de ensaios físicos e químicos.

O CDTN tem forte atuação na formação de recursos humanos em áreas estratégicas, por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais, reconhecido pela CAPES nas modalidades de mestrado e doutorado acadêmicos, um amplo programa de bolsas de iniciação científica e cursos de curta duração nas suas áreas de competência.

 portaria centralPortaria Principal do CDTN

 

História do CDTN

Como Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR), o CDTN foi fundado em 1952 por um grupo de professores da Escola de Engenharia da UFMG, liderados por Francisco de Assis Magalhães Gomes. Suas atividades iniciais incluíam a pesquisa de ocorrências minerais radioativos e estudos em física e química nuclear, metalurgia e materiais de interesse nuclear. Seu reator de pesquisa TRIGA (Training Research Isotope General Atomic) Mark 1, dedicado à pesquisa, à produção de radioisótopos e ao treinamento de pessoal, foi inaugurado em 1960.

O IPR passou a integrar o Plano Nacional de Energia Nuclear em 1965, a partir da assinatura de convênio entre a UFMG e a CNEN. Separado da UFMG e transferido para a Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear (CBTN) em 1972, agregou às suas finalidades o desenvolvimento da tecnologia nuclear. Em 1974, foi incorporado pela companhia estatal Empresas Nucleares Brasileiras S/A (NUCLEBRÁS), e em 1977, teve sua denominação alterada para Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), com o papel de apoiar o desenvolvimento tecnológico das unidades industriais da NUCLEBRÁS, absorvendo a tecnologia nuclear transferida no âmbito do acordo Brasil-Alemanha (1974-1988). Neste período, o CDTN atuou intensamente na prospecção de urânio, no licenciamento das instalações de mineração, beneficiamento do minério de urânio e na fabricação de elementos combustíveis, bem como do treinamento de operadores de reatores para a Usina Nuclear de Angra 1.

Com a extinção da NUCLEBRÁS, em 1988, voltou a fazer parte da CNEN, e ter uma atuação mais voltada para P&D e formação especializada na área nuclear e em áreas correlatas. Nesta nova fase, o CDTN estabeleceu maior cooperação com outras instituições de pesquisa, com a indústria e órgãos de governo, expandindo sua interação com a sociedade.

Em 2003, o CDTN iniciou o Programa de Pós-graduação, em nível de mestrado, e, em 2010, o de doutorado, de significante relevância para a formação de novas gerações de pesquisadores.

 

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